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03/02/2014

Automóvel - O cigarro do futuro?




Por: Celso Pitol*

Dia desses, mais precisamente num sábado pela manhã,fui, como tenho feito nos últimos anos, a tradicional feira de abastecimento  de produtos orgânicos, a “ feirinha” da Avenida Inconfidência. Lá encontrei um amigo que, cumprimentou-me com a seguinte frase:

 “O Canoas XXI está à frente de um projeto cujos benefícios serão sentidos daqui a vinte ou trinta anos”.

Ele continuou: “O projeto de criação do plano cicloviário de Canoas será certamente um modal de transportes que a cidade irá necessitar daqui a alguns anos”. E ele, muito entusiasmado com a ideia, continuou: “o automóvel, Pitol é o cigarro do futuro. Nós teremos tantos automóveis andando nas ruas e tanta poluição oriunda dos mesmos que será como o cigarro, ninguém o suportará. Por isso, a ideia da criação de ciclovias na cidade irá colocar Canoas em outro patamar”.

Fiquei estupefato com a observação, mas refleti sobre aquelas palavras e concluí que, em alguns aspectos, meu amigo tem razão na comparação. De fato, tem-se visto, ao longo dos anos, um número cada vez maior de automóveis nas ruas e, em que pese não se possa negar a utilidade dos mesmos como meio de transporte, é certo que esse acúmulo vem, a cada dia que passa, destruindo a própria concepção do automóvel como o veículo rápido e prático idealizado por seus criadores. Desse modo, no dia a dia o que se vê, na prática, é uma população refém de vias congestionadas (e do stress inerente ao tempo nelas dispendido) e a mercê de um ar cada vez mais poluído, duas situações danosas à saúde dos cidadãos.

Hoje se busca resolver os problemas de transito alargando nossas vias públicas, construindo mais viadutos e túneis. Ocorre que estas medidas, além de não conseguirem resolver de forma plenamente eficaz os conhecidos problemas de congestionamento que atingem as grandes cidades brasileiras, tampouco trazem, via de regra, a preocupação ambiental. A construção de ciclovias cumpriria este duplo papel.

Nesse contexto, sou um entusiasta da ideia do uso da bicicleta não apenas para passeio, mas como meio de transporte diário para as pessoas, levando-as das suas casas para o trabalho, colégios, shopping centers, cultos religiosos, universidades, enfim, para todos os lugares e com a segurança necessária. 

 Para que essa ideia tome forma, cumpre prestarmos atenção nas experiências semelhantes registradas em outros países. Em Copenhague, na Dinamarca, 50% da população se locomove com o uso de bicicletas, 30% através do transporte público e apenas 20% de automóvel.  Alemanha, Itália, França, Espanha e outros, também registram altos índices de uso do modal cicloviário. Deve-se frisar que essas ciclovias têm por escopo não apenas facilitar o uso da bicicleta: acima de tudo, sua preocupação passa pelo binômio locomoção-segurança.

O prefeito Jairo Jorge, empenhado na melhoria da qualidade de vida de nossa população, determinou a inclusão do Plano Diretor Cicloviário em seu Plano de Governo das eleições de 2012, para estabelecer a malha cicloviária de Canoas. E sua execução já está em andamento. Seremos a segunda cidade brasileira a ter um plano cicloviário.

 

Temos a consciência de que esta não será uma tarefa fácil. Necessária uma grande conscientização para este novo momento em termos de mobilidade urbana. Canoas e os canoenses merecem este esforço conjunto em prol da qualidade de vida.





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